Marcadores

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Começando a conhecer a cidade

 Dia 2


Manhã

Às 6 horas estava de pé, morrendo de fome. A última coisa que havia comido eram os nachos em Bogotá. Esperei todos se levantarem - o que não demorou a acontecer. Estava ansioso pelo café da manhã. Mas aqui, antes do café, eles fazem uma espécie de culto em jejum. Fizemos uma meditação no livro de II Coríntios e, depois de meia hora, assentamo-nos à mesa para comer arepas. 

Arepa é uma comida típica da região. É algo que se parece com pães asmos e pode-se comer com queijo e ovos. Admito que consigo viver comendo arepas para sempre. 
Fui trabalhar com eles. O lugar onde trabalham se parece com O Sukão de Frutal. Fui a lugares que me lembravam o Ver-o-Peso para comprar frutas conhecidas e não conhecidas. Detalhe: eles chamam caqui de tomate de arbol (tomate de árvore). 
O trânsito é bem intenso. Mas há algo bem europeu aqui: a partir do momento em que pisas na faixa de pedestres, os carros param. 
Andar tanto pela cidade me deu fome e esperava ansiosamente pelo almoço.

Marbeisy Torres e eu na Filarmónica de Cucuta.
O instrumento em minhas mãos é o Ukulele.

Tarde

Fui almoçar tarde. Quase às 15 horas. No Brasil já eram quase 17 horas. Depois comecei a preparar algumas coisas que vou usar para as aulas que vou dar. O meu projeto começa na segunda-feira. Eles foram bons comigo me dando uma semana para me acostumar com o fuso horário e com o ambiente. 

Recebi uma mensagem de Marbeisy Torres, uma amiga daqui da Colômbia que havia conhecido por Facebook antes de vir à Cucuta. Ela me chamou para ir conhecer La Filarmónica, tipo um conservatório onde há aulas de piano, violoncelo, entre outros.

Fim de Tarde/Noite

Tiple, instrumento harmônico típico
da Colômbia
Saí com minha amiga e um amigo dela, Abel. Ele estuda música na faculdade e é especialista em tuba. 

Ela me mostrou alguns pontos culturais da cidade e caminhamos conversando sobre Gabriel García Marques e música. 
Depois de uma boa pernada eu estava parecendo a versão asmática do Corcunda de Notredame.
Chegamos à Filarmónica e logo fui apresentado ao professor/diretor da escola. Ele ficou animado ao saber que sou brasileiro e natural do Rio de Janeiro. Pediu para que eu ensinasse uma música em português que ele queria tocar. Não conhecia a música, mas ensinei-lhe a pronúncia das palavras. 
Subi as escadas e entrei na sala do piano. Passei um bom tempo lá, tocando. Depois me deram um ukulele e cantamos Somewhere Over the Rainbown. 
Conheci Isabella - o nome do violoncelo da escola rsrs. 
Ao descer as escadas, o professor/diretor me mostrou instrumentos típicos da colômbia. El tiple y el requinto. Para mim, são como a viola sertaneja.
O professor tocou para mim alguns ritmos colombianos, principalmente o Torbellino. Eu disse que para mim, Torbellino era conhecido como Modão. 
"Modão?", ele perguntou.
"Sim", respondi, "modão de viola"
Depois, despedi-me da minha amiga e das pessoas da escola e fui para a igreja onde ia ensaiar com os músicos. 
Tocamos Jesús Adrian Romero, Marcos Witt, Hillsong e até rolou Thalles Roberto e David Quinlan. Eles são fãs dos solos do Roger Franco.

Janta

Mais arepas e boas risadas ao tentar ensiná-los a falar inglês. Riam de falsos cognatos e fomos dormir com os rostos doloridos de tanto rir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário